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Polícia: dados de celular colocam Eliza em local de execução

30.07.10 - 16:47

Delegado Edson Moreira Foto: Ney Rubens/Especial para Terra Delegado Edson Moreira apresentou o inquérito
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

 

Ney Rubens Direto de Belo Horizonte As provas técnicas incluídas pela Polícia Civil de Minas Gerais no inquérito que indiciou o goleiro Bruno de Souza e outros oito adultos pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do atleta, destacaram os registros feitos pelas antenas de telefonia celular. Segundo o relatório, o sistema de telefonia registrou trajetos que coincidem com o deslocamento de Eliza do Rio de Janeiro a Minas Gerais e com a ida dela do sítio de Bruno até a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, onde a polícia acredita que ela foi executada.

A polícia afirma, também, que a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos coincide com os depoimentos prestados e demonstram a ligação entre eles. Os dados do sistema de localização GPS da Range Rover, de propriedade de Bruno e conduzida por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também reforçam as versões apresentadas em depoimentos. O sangue encontrado no carro é de Eliza Samudio, assim como um par de sandálias e óculos escuros.

As provas técnicas incluem a fralda tamanho P/M encontrada em uma das suítes do motel em Contagem que teriam sido ocupadas por Eliza, o filho, Bruno, Fernanda, Macarrão e o adolescente. Além das fotos queimadas do bebê achadas em um ponto próximo à cerca do sítio de Bruno.

Também foram incluídos diversos laudos de perícias nos computadores de Eliza e Macarrão, que demonstraram a existência de fotografias da criança e de Bruno, de um contrato, no notebook de Macarrão, a ser firmado entre Eliza e Bruno, com data de 8 de junho de 2010 (quando ela estava no sítio) e uma procuração em branco.

As gravações de entrevistas feitas pelos suspeitos, pelo irmão de Dayanne e pelo tio do menor à imprensa foram anexadas ao inquérito, bem como o vídeo gravado por Eliza na saída de uma delegacia no Rio de Janeiro, onde ela denunciou ter sido forçada a beber substâncias abortivas.

Conclusões
Pela investigação do seqüestro e do desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno de Souza, a Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que ela realmente está morta, já que o bebê de 4 meses foi abandonado. Para os investigadores, a criança - e a disputa judicial pelo reconhecimento da paternidade - foi o principal motivador do crime.

Os delegados concluíram que o filho de Eliza foi subtraído por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e pelo adolescente. Posteriormente ele foi entregue por Bruno à Dayanne, mulher do jogador, para que ela tomasse conta dele provisoriamente.

Segundo o inquérito, o bebê, batizado por Eliza de Bruno, passou a ser chamado de Ryam Yure "na tentativa de apagar quaisquer vínculos com Eliza".

Outro fato que chamou a atenção dos agentes, foi "a contratação para a execução do crime de um homem com vivência policial preventiva e investigativa, dotado de conhecimentos de técnicas de combates urbanos e nas selvas, com domínio e manuseio de materiais explosivos". É desta forma que a polícia descreve Bola.

O inquérito policial, concluído na quinta-feira, foi presidido pelo delegado Edson Moreira e contou com o apoio de outros quatro delegados, três escrivães e 20 investigadores, além de peritos do Instituto Médico Legal (IML).


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