
30.07.10 - 21:10
A Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) vai funcionar, a partir de novembro, em um prédio cedido pela Prefeitura de Redenção (CE), segundo o Ministério da Educação (MEC). As aulas estão previstas para começar no primeiro semestre de 2011.
O prédio vai abrigar todos os departamentos da instituição como reitoria, biblioteca, salas de aula, laboratórios e restaurante até que a sede seja construída. A lei que criou a Unilab foi sancionada no dia 20.
Os cinco primeiros cursos terão 350 vagas, sendo 175 para brasileiros e 175 para alunos dos cinco países africanos de língua portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – e dos asiáticos – Timor Leste e Macau. As opções serão: enfermagem, agronomia, administração pública, engenharia de energia e licenciatura em ciências da natureza e matemática. Cada curso terá 70 vagas.
A seleção dos estudantes brasileiros será feita pelas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e dos estrangeiros terá processos diferenciados.
O diferencial da Unilab, segundo Paulo Speller que foi nomeado reitor da Unilab, será a inserção regional e o olhar para as potencialidades e carências do estado e da região Nordeste, além do intercâmbio com os países africanos. Os países de língua portuguesa serão atendidos primeiro, mas o projeto da universidade prevê uma expansão gradual da oferta de vagas para todo o continente africano.
Até que a Unilab tenha quadros profissionais próprios e estrutura administrativa, ela terá apoio da Universidade Federal do Ceará (UFCE), que é a tutora da instituição. Esse processo deve durar 12 meses. O posse do reitor Paulo Speller está prevista para agosto.