
30.07.10 - 16:36
A UTI neonatal do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) deve
permanecer fechada por cerca de duas semanas devido à contaminação de um fungo. Praticamente
metade dos bebês internados foram infectados pelo mesmo agente e estão
recebendo tratamento específico.
O diretor clínico da instituição, Arnaldo Teixeira Rodrigues, explica
que a decisão de interditar a UTI foi tomada na última quinta-feira (29) após a confirmação de
que cinco dos 14 pacientes apresentaram o mesmo tipo de fungo no exame
de cultura. “É até comum termos um ou dois pacientes com este tipo de
fungo, mas não tantos. É a primeira vez em seis anos que interditamos
uma ala por causa de um mesmo agente infeccioso”, explica o médico.
De acordo com ele, um sexto bebê está com infecção na pele e um sétimo,
com suspeita de contaminação ainda não confirmada. O agente infeccioso é
do grupo das cândidas.
Um recém-nascido, que estava internado havia mais de um mês e morreu no
final de semana passado, também apresentou exame de cultura positivo. “O
fungo pode ter contribuído mas não dá para dizer que o óbito foi
especificamente por causa disto”, disse.
Os recém-nascidos, que sofrem de candidíase sistêmica, foram levados
para uma ala isolada da instituição e recebem tratamento especial com
antifúngicos. Conforme Rodrigues, o estado clínico é estável e não há
nenhum risco imediato. “Eles estão sendo monitorados e recebendo todos
os cuidados”, garante.
Ao todo, a UTI neonatal do HUSM tem 18 leitos. Como o hospital atende
pacientes de 46 municípios da região Centro-Fronteira, os médicos estão
realizando triagens. ”Nós atendemos um número considerável de pacientes
de alto risco. Então, avaliamos e transferimos as gestantes conforme a
Central de Leitos”, relata o diretor.
Não há previsão para a reabertura da unidade, mas Arnaldo Rodrigues
acredita que em até 72 horas o fungo será erradicado. No entanto, a
liberação da UTI só deve ocorrer em duas semanas.