
31.07.10 - 08:19
A economia dos Estados Unidos completou, em junho, um ano de
recuperação, após a pior recessão desde a década de 1930. Segundo dados
do Departamento do Comércio, o
Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,4% no segundo trimestre
deste ano, completando quatro trimestres de expansão.
A maior economia do mundo, no entanto, ainda patina. Os indicadores
mostram que as condições econômicas seguem distantes das vistas antes do
início da crise financeira, ainda em 2008.
O dado mais preocupante é o desemprego: em junho deste ano, 9,6% da
população economicamente ativa estava sem emprego (dados sem ajuste
sazonal) – mais do dobro da taxa de 4,3% registrada em 2007, a mínima
recorde do indicador. Desde o início da recessão nos EUA, em dezembro de
2007, a economia americana perdeu 8,4 milhões de postos de trabalho.
A Casa Branca reconhece a preocupação: "a sólida taxa de crescimento
indica que o processo de recuperação constante da recessão continua",
afirmou a porta-voz do governo nesta sexta-feira. "No entanto, é preciso
um crescimento mais rápido para conseguir reduções substanciais no
desemprego".
O próprio PIB traz dados que apontam para uma recuperação lenta. De
abril a junho, as importações – que pesam negativamente sobre o PIB –
tiveram crescimento de 28,8%, após uma alta de 11,2% no trimestre
anterior. As exportações cresceram 10,3%, abaixo da taxa de 11,4%
registrada em janeiro e março.
Os investimentos, por sua vez, tiveram forte expansão, de 17%, quase o
dobro da registrada no trimestre anterior, apontando para bases mais
sólidas para o crescimento futuro.