
31.07.10 - 12:15
Depois de uma série de desentendimentos e muita expectativa,
transcorreu na mais perfeita harmonia na manhã deste sábado (31), em
Ribeirão Preto, a 313 quilômetros de São Paulo, o casamento civil da
professora Sueli Casarotti, de 49 anos, e do pedreiro Antônio Mondim, de
47. O casório, que estava marcado inicialmente para 17 de julho, acabou
sendo adiado porque o noivo desapareceu na véspera da cerimônia levando
suas roupas, R$ 19 mil, um carro e uma moto. Ele alegou ter ido pescar.
Reconciliados, os noivos foram sorridentes e ansiosos ao 2º Cartório de
Ribeirão Preto, localizado na Vila Tibério, onde a imprensa já os
esperava desde cedo. O noivo chegou primeiro, acompanhado pelos pais,
que foram o pivô da discussão que resultou no adiamento do casório. “Ela
queria uma cerimônia mais secreta, mas dessa vez está todo mundo
convidado”, explicou Antônio.
Ele admitiu temer alguma represália da parte da noiva. “Eu dormi tarde
preparando os últimos detalhes. Estava um pouco preocupado. Só espero
que ela apareça”, afirmou o pedreiro. Poucos minutos depois, Sueli,
vestida de vermelho, chegou. “Isso [adiamento do casamento] não era nem
para ter acontecido. Nós sabemos o que decidimos. Foi tudo um mal
entendido”, disse.
As juras de amor do casal foram muitas. “Estou muito feliz”, declarou a
noiva. Antônio garantiu que não vai mais abandoná-la.”Não largo mais de
jeito nenhum. É o amor da minha vida”, garantiu.
Histórico do caso
No dia 21 de julho, o noivo Antônio Mondim foi ao 3º Distrito Policial
de Ribeirão Preto para prestar esclarecimentos e negou as acusações. “Eu
fui pescar”, disse o pedreiro na saída da delegacia. Em seu depoimento,
Mondim afirmou que havia discutido com a noiva no dia anterior ao
casamento e que eles desistiram da cerimônia. Ele afirmou ter pego o
dinheiro pensando que o montante equivalia apenas a sua parte. Segundo
ele, o carro é seu e a moto foi comprada em conjunto pelo casal.
Para a cerimônia marcada para 17 de julho não havia festa prevista.
Porém, depois do incidente, os noivos resolveram comemorar. Eles usaram o
dinheiro que Antônio teria levado para organizar a confraternização.
“Vai ter churrasco e uma cervejinha”, contou Sueli.
A confusão começou em 16 de julho quando, ao voltar do salão de beleza
onde se preparava para o casamento, Sueli constatou que as roupas do
companheiro tinham sumido do armário, junto com os seus bens. Ela foi
até a delegacia para registrar o caso.